ACP | Associação Comercial do Paraná

Vendas de Natal devem crescer 4% em Curitiba, ficando abaixo da inflação

Incerteza econômica, juros altos e endividamento são fatores adversos para o consumo

A conjuntura econômica adversa foi o principal motivo alegado pelos comerciantes de Curitiba, que não foram além de 4% na fixação da expectativa do aumento de vendas motivadas pela aproximação do Natal, tradicionalmente a melhor data do ano para o setor. O crescimento esperado ficará abaixo do índice inflacionário de 6,5%, caindo também quatro pontos percentuais em relação à estimativa de 8% a mais nas vendas do Natal do ano passado.

O resultado foi apurado pela pesquisa ACP/Datacenso, que ouviu 200 comerciantes e 200 consumidores em entrevistas pessoais realizadas entre os dias 1 e 3 deste mês. A margem de confiança da pesquisa é de 95%, ao passo que a margem de erro por tipo de público é de 7% para mais ou para menos.

Segundo o coordenador técnico da pesquisa e presidente do Instituto Datacenso, economista Cláudio Shimoyama, “a inflação, a elevada taxa de juros e o grau de endividamento de grande número de pessoas foram os fatores que mais estão contribuindo para o desestímulo dos consumidores”.

A pesquisa mostrou também que mais da metade dos comerciantes curitibanos (53%) não deverá contratar novos empregados para atender o movimento do final do ano, mas na parcela que pretende aumentar o quadro de colaboradores, a mão de obra temporária será preferida por 86% e o emprego efetivo por apenas 14%.

Para 42% dos comerciantes ouvidos pelo Datacenso as vendas desse ano devem suplantar as do ano passado, serão iguais para 37%, inferiores para 16%, restando 6% que ainda não têm opinião formada. Como sempre, a rede comercial espera que o pagamento do 13º salário, férias, a tradição de presentear no Natal, promoções, descontos e liquidações tenham influência positiva no incremento das vendas.

Indagados sobre a intenção de compras natalinas, 38% dos consumidores responderam que pretendem comprar mais agora, 31% menos e 24% devem repetir o comportamento do ano passado.