Associações Comerciais unem-se contra novos lockdowns

Lockdown-não

Em reunião virtual na tarde desta terça-feira 18/05, associações comerciais da região metropolitana de Curitiba e do litoral posicionaram-se contra a adoção de novos lockdowns. As entidades alegam que muitas empresas estão à beira da falência, que os seguidos “abre e fecha” não trouxeram os resultados esperados e que o comércio não é responsável pelas aglomerações.

CARTA AOS PREFEITOS

As associações comerciais da região metropolitana de Curitiba e do Litoral, em conjunto com a ACP, manifestam aos senhores prefeitos seu posicionamento contra eventuais medidas que venham a impor o chamado lockdown, com o fechamento das atividades consideradas não essenciais.

Diversos segmentos do setor empresarial estão no limite da sobrevivência após seguidos “abre e fecha” que não trouxeram qualquer resultado significativo no controle da pandemia.

Para além disso, medidas restritivas tomadas por autoridades locais deixaram de ser pautadas pela lógica, pois algumas atividades não essenciais foram permitidas abrir, enquanto outras, também não essenciais, foram fechadas. E enquanto inúmeros negócios estão à beira da falência, o poder público exige o pagamento integral de impostos.

Mais de um ano após o início da pandemia, não é aceitável que autoridades municipais mantenham a gestão da crise sanitária na base do improviso e sob critérios que já se revelaram ineficazes. Se o desconhecimento do vírus justificou atitudes intempestivas no início, o momento atual exige planejamento e responsabilidade.

O comércio não é responsável pelas aglomerações, pois mantém ambientes controlados. Adotou os mais rígidos protocolos sanitários para manter a segurança dos consumidores e de seus colaboradores.

As entidades não negam a gravidade da pandemia, mas pedem diálogo e respeito, e que representantes das entidades empresariais passem a integrar os comitês de gestão da crise causada pela pandemia.

A adoção de lockdown é arbitrariedade que só agrava a crise econômica levando ao desemprego, fome e miséria. O momento é de luta pela vida e contra a covid, mas também pela sobrevivência dos negócios.

E se porventura Curitiba ou algum município da RM adotar a medida mais drástica que é o lockdown, as entidades prontamente atuarão em protesto e no sentido de que cada cidade adote medidas em conformidade com o governo de estado, que tomou medidas restritivas, porém mais racionais e suportáveis.