Na ACP, Greca fala de um Paraná de cidades e campos inteligentes e de um futuro à altura dos paranaenses
23 de set de 2026 | Escrito por Tobias Dietterle
Nesta quarta-feira (23/09), a Associação Comercial do Paraná (ACP) deu andamento à série de sabatinas com os candidatos às Eleições 2026, recebendo o candidato Rafael Greca (MDB), vice do candidato ao Governo do Estado Sandro Alex.
“A ACP é uma entidade política e apartidária, que não abre mão de dialogar com os poderes públicos e de discutir as melhores formas de fortalecer o ambiente de negócios, estimular o empreendedorismo e contribuir para que o Paraná seja cada vez mais forte e desenvolvido. Como Casa do Empresário Paranaense, temos o compromisso de ir às ruas e aos bairros, ouvir as demandas da sociedade e dos setores produtivos e levá-las ao poder público, buscando contribuir para a construção de soluções. Hoje, queremos conhecer as propostas e os projetos que o proponente ao cargo de vice-governador pretende apresentar para o desenvolvimento do Paraná”, disse o Presidente da ACP, Paulo Mourão.
“As sabatinas são uma tradição que levamos muito a sério, porque, além de proporcionarem a oportunidade de conhecer melhor os candidatos e suas propostas, permitem apresentar aquilo que entendemos ser importante para a construção de um Estado mais forte e desenvolvido”, citou Henrique Domakoski, coordenador do Conselho Político e Socioeconômico e de Desenvolvimento Econômico da ACP. “Por isso, elaboramos um Plano de Governo construído a várias mãos, que reúne o conhecimento e o acervo da entidade, além das contribuições de diferentes setores da sociedade, obtidas por meio das Câmaras Setoriais e da nossa área de Inteligência de Mercado. Todo esse processo busca oferecer subsídios e embasamento técnico para a elaboração do documento e para o debate sobre os caminhos que consideramos importantes para o desenvolvimento do Estado”, concluiu.
Para o candidato a vice-governador Rafael Greca, a ACP se confunde com a própria história de Curitiba e com o paranismo. “Não há outra instituição que represente, de forma tão profunda, o anseio de transformar a história em um processo permanente de inovação”, disse.
Greca fez uma contextualização histórica do processo de inovação de Curitiba e recordou que a ACP possui a mesma matriz histórica do homem que também esteve à frente da criação do Clube Curitibano e de tantas outras iniciativas: o Barão do Serro Azul. “A história é mestra da vida, por isso começo falando dela. A ACP está imersa em profundas raízes paranistas e impregnada do ideal desse movimento, de transformar a realidade, aprimorar a sociedade e ampliar o amor por Curitiba e pelo Paraná, por meio de um profundo sentimento de pertencimento e devoção ao Estado”, enunciou.
“Curitiba sempre teve como uma de suas virtudes a capacidade de buscar a paz política, construir consensos e criar um ambiente favorável à continuidade de projetos. Um exemplo disso é o fato de um mesmo Plano Diretor ter orientado a cidade por mais de 60 anos. Talvez essa seja uma de nossas maiores qualidades, que é a capacidade de construir pensando no longo prazo”, falou o candidato.
Segundo ele, inovar é preciso, mas é necessário inovar com espírito de participação e profunda imersão no processo social. “Inovar apenas por ideologia não é suficiente. A polarização entre direita e esquerda tem dificultado o diálogo e prejudicado as perspectivas de futuro do País. Precisamos recuperar o espírito do paranismo como um sentimento de valorização do Paraná. Combater a corrupção, por exemplo, é um dever de qualquer governo; não pode ser apresentado como um programa de governo”, disse.
Para Greca, um projeto de governo precisa dizer o que será feito e, principalmente, como será feito. “Condenar ou assumir uma única perspectiva ideológica significa perder a oportunidade de dialogar com uma parcela significativa da sociedade. O desafio é construir pontes e encontrar os pontos de convergência que permitam transformar boas ideias em políticas públicas”, explicou.
Greca disse querer aproveitar essa oportunidade para propor uma transformação no Paraná a partir da experiência de inovação que teve em Curitiba. “Se conseguimos construir uma cidade mais digitalizada e criar canais como o Fala Curitiba, por que não podemos criar uma praça eletrônica, um “Fala Paraná”, para ouvir e dialogar digitalmente com a população de todo o Estado?”, questionou. “Seria um espaço em que diferentes cidadãos pudessem apresentar suas demandas: pessoas que aguardam atendimento no SUS, famílias que buscam apoio para filhos autistas, agricultores que precisam de oportunidades para suas lavouras ou empreendedores que enfrentam dificuldades e desejam relatar problemas de burocracia, inclusive nos processos relacionados ao IAT”, citou.
Para ele, inovação também passa pela desburocratização. Em 2019, em Curitiba, levava-se cerca de quatro dias para registrar uma empresa; hoje, esse processo pode ser concluído em aproximadamente duas horas. Também ouve um avanço na agilidade para a emissão de alvarás e na dispensa de licenciamento para determinadas atividades. “São medidas importantes para reduzir o peso da burocracia sobre a população e sobre quem empreende. Afinal, muitas vezes, a burocracia acaba sendo tão pesada quanto os próprios impostos”, disse.
Soberania nacional
De acordo com Rafael Greca, é necessária uma ação firme do Governo Federal em defesa da soberania nacional. Neste cenário, o G7 deve e precisa olhar para além das tarifas. “É necessário abrir caminhos, proteger empregos e criar novas oportunidades para o desenvolvimento econômico. Meu plano de governo se chama Paraná Terceira Potência. Hoje, somos a quarta maior economia do Brasil e temos condições de avançar ainda mais, inclusive ultrapassando Minas Gerais, desde que trabalhemos de forma planejada e integrada para fortalecer a economia paranaense”, falou.
Entre as propostas do seu plano, uma das que considera mais importantes é o projeto Paraná Sem Gavetas, que prevê a redução de 50% dos prazos dos processos de licenciamento ambiental nos primeiros 24 meses de governo. “Precisamos enfrentar a burocracia que impede o desenvolvimento. A própria construção da Ponte de Guaratuba é um exemplo dos desafios enfrentados, um projeto que passou por dezenas de processos e exigências de licenciamento”, recordou.
Ainda entre os planos do governo estão ações de combate à corrupção por meio da integração e da atuação conjunta dos órgãos de controle e fiscalização; avanços na
infraestrutura de transporte rodoviário e ferroviário; avanço no combate à violência contra a mulher e na área econômica – ele citou o impacto positivo da redução do ISS em Curitiba (de 5% para 2%), medida que contribuiu para a expansão do setor de eventos, com o crescimento do número de shows e congressos, fortalecendo Curitiba como um importante centro de turismo, negócios e dinamismo econômico.
“Queremos cidades e campos inteligentes, um Paraná que avance com inovação e desenvolvimento, onde o homem paranaense seja maior que as araucárias e onde esteja sempre mais alto o ideal de todos os que amam e acreditam no Paraná”, concluiu Greca.
Acompanhe a sabatina na íntegra em https://www.youtube.com/watch?v=-uhAbvkn5LQ
Fotos: Higor Tchaika

















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