“O senador precisa representar o Paraná e enfrentar os grandes debates nacionais”, afirma Filipe Barros na ACP
28 de set de 2026 | Escrito por Tobias Dietterle
O candidato ao Senado pelo PL, Filipe Barros, participou nesta sexta-feira (25.09) de um encontro com empresários na Associação Comercial do Paraná (ACP), em Curitiba. Ao apresentar sua visão sobre o papel de um senador, destacou duas frentes que considera fundamentais. “Representar os interesses do Paraná em Brasília e atuar nos grandes debates nacionais que impactam diretamente o desenvolvimento econômico e social do Estado”.
Segundo Barros, a representação dos 399 municípios paranaenses deve estar entre as prioridades de um senador. “A primeira função do senador é representar o Estado. É resolver os problemas dos 399 municípios do Paraná junto ao Governo Federal e ao Governo Estadual. Essa atuação também deve contribuir para a criação de um ambiente favorável ao empreendedorismo, às startups e à geração de novos negócios”.
A segunda frente, na avaliação do candidato, está relacionada à participação do Senado em temas estruturais do país. Entre eles, citou a reforma tributária, o pacto federativo e a segurança jurídica. “Precisamos ter coragem para enfrentar debates que estão há 20 ou 30 anos sendo discutidos e que não saem do papel”, disse.
Desenvolvimento
Na abertura do encontro, o presidente da ACP, Paulo Mourão, deu as boas-vindas ao candidato e destacou a importância da aproximação da entidade com os diferentes setores da sociedade e com os representantes que disputam as eleições. Mourão ressaltou que a ACP atua em todo o Paraná na defesa de pautas econômicas e políticas de forma não partidária, buscando contribuir para um ambiente favorável ao empreendedorismo.
O presidente também destacou a atuação do Conselho Político e Socioeconômico e de Desenvolvimento Econômico, que reúne especialistas e representantes de diferentes áreas para discutir temas relevantes para o Estado. Segundo Mourão, embora os indicadores macroeconômicos do Paraná apresentem resultados positivos, o crescimento ainda está concentrado principalmente no agronegócio, enquanto indústria, comércio e serviços enfrentam desafios para acompanhar esse ritmo.
Ao abordar a eleição para o Senado, Mourão ressaltou a importância de uma representação comprometida com o setor produtivo e com o desenvolvimento do Paraná.
O coordenador do Conselho Político e Socioeconômico e de Desenvolvimento Econômico, Henrique Domakoski, destacou que os encontros promovidos pela entidade têm como objetivo discutir o futuro do Estado e do país, com atenção especial às próximas gerações. Acentuou que o Conselho e as câmaras setoriais da ACP elaboraram um documento com proposições organizadas em dez eixos, voltadas ao fortalecimento de um Estado mais empreendedor e eficiente. “A nossa casa é política e apartidária, mas apoia projetos e pautas que priorizem a liberdade econômica, a redução da burocracia e a eficiência do país”, afirmou.
Propostas
Entre as prioridades apresentadas por Filipe Barros está a infraestrutura. Na área ferroviária, o candidato defendeu a efetiva implantação da malha sul da Nova Ferroeste e destacou a necessidade de transformar estudos e audiências em resultados concretos.
A energia elétrica também foi apontada como um dos gargalos para o desenvolvimento industrial. Barros defendeu maior cobrança sobre órgãos reguladores e concessionárias para garantir investimentos e qualidade no fornecimento. “Cabe ao senador cobrar a Aneel, cobrar a Copel e fazer com que os investimentos aconteçam”, afirmou.
Na área de infraestrutura rodoviária, o candidato defendeu uma fiscalização rigorosa dos contratos de concessão dos pedágios, com acompanhamento dos prazos e das obras previstas. Para ele, a atuação parlamentar deve contribuir para que os compromissos assumidos nos contratos sejam efetivamente cumpridos.
Barros também apresentou sua defesa de um Estado mais enxuto e de processos de privatização associados ao aumento da produtividade e da qualidade dos serviços. A proposta, segundo ele, passa pela fiscalização e pelo acompanhamento dos resultados, especialmente nos setores considerados estratégicos para a economia paranaense.
Ambiente de negócios
No campo econômico, o candidato disse que a simplificação do sistema tributário deve estar associada à redução da burocracia e à revisão da carga tributária, além de ser discutida em conjunto com o pacto federativo. “A reforma tributária precisa vir acompanhada da reforma do pacto federativo, para que o Paraná possa receber de volta uma parcela mais justa daquilo que arrecada”, afirmou.
A segurança jurídica também foi apresentada como condição para estimular investimentos. Segundo Barros, o país precisa oferecer maior previsibilidade para empresas e investidores, criando condições para que novos negócios sejam instalados e permaneçam no Estado.
Ele também citou a segurança pública e a criação de condições para ampliar a geração de emprego e renda como temas que exigem atenção do Congresso Nacional.
Protagonismo
Ao falar sobre sua candidatura, Barros, de 35 anos, afirmou que pretende ser o senador mais jovem da história do Paraná e disse querer transformar em ações discussões que permanecem há décadas na agenda pública. “A minha disposição é trabalhar pelo Paraná, dialogando permanentemente com os setores produtivos, com a população e com as lideranças políticas”.
Para o candidato, o Paraná possui força econômica e potencial para ampliar sua participação nas decisões nacionais. “O Paraná precisa recuperar o seu protagonismo político no Senado Federal”, pontuou.
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Fotos: Tobias Dietterle
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