• Conselhos
  • Agenda
  • Arbitac
  • Atendimento ao Consumidor
  • LGPD
  • Notícias
  • Imprensa
  • Instituto do Barão
  • Sobre a ACP
  • Produtos e Serviços
  • Blog
  • Área do Associado
  • 2ª Via Boleto
  • Rede de Parceiros
  • Busca
  • Torne-se Sócio
CLIQUE AQUI E ASSOCIE-SE
ÁREA DO ASSOCIADO
Login:
Senha:

Notícias

Voltar para todas as postagens

<
Ir para a última postagem >

Polônia e Paraná estreitam relações em seminário na ACP sobre crescimento, negócios e novas oportunidades

04 de set de 2026 | Escrito por Tobias Dietterle

A Associação Comercial do Paraná (ACP), por meio do Conselho Político e Desenvolvimento Econômico e Conselho de Negócios e Relações Internacionais, foi palco, nesta quinta-feira (03.09), de um encontro dedicado a aproximar Brasil e Polônia a partir de uma agenda que combina desenvolvimento econômico, comércio exterior, inovação, investimentos e intercâmbio de conhecimento. O seminário “Polônia, líder mundial em crescimento econômico, parceira do Brasil, a maior economia da América Latina” reuniu empresários, autoridades públicas, pesquisadores, representantes de universidades e integrantes da comunidade polonesa no Brasil.

A programação contou com a participação de especialistas brasileiros e poloneses, entre eles Giancarlo Rocco, diretor-presidente da Invest Paraná; Henrique Domakoski, coordenador do Conselho Político e Desenvolvimento Econômico da ACP; Marcos Domakoski, presidente do Movimento Pró-Paraná e ex-presidente da ACP; Antoninho Caron, vice-presidente da ACP e coordenador do CONINTER-RI – Conselho de Negócios e Relações Internacionais; além dos economistas José Pio Martins e Marcin Piątkowski. Também participaram Camila Fachin, vice-reitora da Universidade Federal do Paraná; Anetta Kuna-Marszałek, professora da Universidade de Łódź; e Rodrigo Sluminsky, professor e advogado.

O encontro também contou com a presença do cônsul-geral adjunto do Japão em Curitiba, Rei Oiwa, e de Robert W. de Ruijter, cônsul dos Países Baixos, reforçando o caráter internacional do debate.

Paraná como ponte entre Brasil e Polônia

Na abertura, o presidente da ACP, Paulo Mourão, destacou a trajetória da entidade, que há 136 anos atua em defesa do desenvolvimento econômico, da livre iniciativa e da internacionalização das empresas paranaenses. Mourão também ressaltou a força da imigração polonesa no Paraná, uma das maiores comunidades de descendentes de poloneses fora da Europa, e a contribuição deixada por seus descendentes na formação social, cultural e econômica do Estado.

“A história que une Paraná e Polônia é construída por valores como trabalho, perseverança, fé e espírito comunitário. Temos agora a oportunidade de transformar esses vínculos históricos em novas parcerias comerciais, projetos tecnológicos, intercâmbios acadêmicos e investimentos, fortalecendo uma relação que pode gerar benefícios concretos para os dois países”.

Para o presidente da ACP, a aproximação entre os dois mercados abre espaço para uma agenda que vai além dos laços históricos. A intenção é estimular conexões capazes de resultar em negócios, inovação e projetos conjuntos.

Uma economia em transformação

O embaixador da Polônia, Andrzej Cieszkowski, destacou a importância do seminário para ampliar o conhecimento sobre a trajetória econômica do país e fortalecer a relação bilateral. Segundo ele, o encontro de Curitiba é a segunda conferência realizada no Brasil com foco específico no modelo de crescimento polonês, a primeira ocorreu em São Paulo, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“A Polônia construiu uma trajetória marcada por estabilidade, resiliência e dinamismo e hoje se posiciona como um dos motores do crescimento europeu, integrando o grupo das 20 maiores economias do mundo”, afirmou. De acordo com o embaixador, esse resultado está relacionado a uma infraestrutura moderna, à inovação, ao capital humano qualificado e a uma visão de futuro. “O Brasil, como maior economia da América Latina, é um parceiro estratégico para ampliarmos comércio e investimentos em áreas como agronegócio, transição energética, tecnologia, infraestrutura e sustentabilidade”.

O embaixador Cieszkowski defendeu ainda a “construção de relações mais próximas entre empresas, investidores e instituições dos dois países. A cooperação direta pode criar novas pontes para o desenvolvimento e gerar oportunidades de longo prazo”, destacou.

Lições de 35 anos de desenvolvimento

O cônsul Wojciech Baczynski também destacou a relevância da realização do seminário em Curitiba e chamou atenção para um marco da economia polonesa. “A entrada do país no grupo das 20 maiores economias do mundo, com Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 1 trilhão. Na avaliação do cônsul, o resultado é consequência de um processo iniciado há 35 anos, com a transformação econômica ocorrida a partir de 1989.

Em seu pronunciamento, o cônsul Baczynski afirmou que esse resultado se deve a 35 anos de trabalho desde a transformação econômica de 1989. “Nesse encontro, queremos discutir o que está por trás desse processo, a produtividade, a abertura econômica, os desafios das relações entre Polônia e Brasil, a importância de uma aspiração coletiva da sociedade e, principalmente, o papel das pequenas e médias empresas no desenvolvimento econômico”.

Milagre polonês

A trajetória econômica da Polônia, que saiu de décadas de estagnação para se tornar uma das economias de crescimento mais acelerado da Europa, foi apresentada pelo professor Marcin Piątkowski como uma das histórias de sucesso mais importantes e menos conhecidas das últimas décadas. Segundo o economista, o avanço não ocorreu por acaso, mas foi resultado de transformações estruturais mantidas ao longo de diferentes governos. “Durante os últimos 40 anos, a Polônia tornou-se a economia de crescimento mais rápido na Europa e a economia de crescimento mais rápido no mundo inteiro entre países com nível de renda semelhante”, afirmou.

Para Piątkowski, a experiência polonesa oferece ao Brasil mais do que um exemplo de crescimento. Apresenta caminhos possíveis para recuperar dinamismo econômico. Ele resume essas lições em três palavras: abrir, aprender e incluir. “Para que o Brasil realmente recupere seu dinamismo econômico dos anos 60 e 70, quando era um dos milagres econômicos globais, é preciso se abrir para o comércio, para o investimento e para mais competição no mercado interno”. Na educação, segundo ele, o desafio está em avançar não apenas no acesso, mas principalmente na qualidade, preparando profissionais capazes de absorver tecnologias desenvolvidas no exterior e transformá-las em novas oportunidades.

O terceiro ponto é a inclusão. Na avaliação do professor, o crescimento sustentável depende de uma sociedade em que as oportunidades não sejam determinadas pela origem ou pela renda familiar. “Se você não tem uma sociedade inclusiva, onde, em princípio, qualquer um possa ter sucesso, independentemente da renda ou da herança de renda de seus pais, isso obviamente não é uma boa receita para o sucesso no futuro”, afirmou. Ao comparar as duas trajetórias, Piątkowski defendeu que o Brasil não precisa reproduzir o modelo de outros países para crescer: pode construir seu próprio caminho a partir das experiências que deram certo em diferentes partes do mundo, entre elas, a transformação polonesa.

Transformação extraordinária

Quase cinco décadas de visitas à Polônia permitiram a Marcos Domakoski acompanhar de perto uma transformação que traduz em experiências concretas os indicadores econômicos e sociais apresentados durante o seminário. Ao lembrar sua primeira viagem, em 1978, ainda durante o regime comunista, o presidente do Movimento Pró-Paraná descreveu um país marcado pela escassez, infraestrutura precária e pouca diversidade no comércio, mas também por uma população acolhedora, orgulhosa de sua história e de sua cultura. “Eu conheci uma Polônia muito diferente da que conhecemos hoje. Havia uma enorme riqueza cultural e um povo extremamente acolhedor, mas convivíamos com uma realidade de extrema escassez e padronização. Ver essa transformação ao longo de quase 50 anos foi uma experiência extraordinária”.

Domakoski acompanhou diferentes fases dessa trajetória, da transição econômica dos anos 1990 à abertura do país e à entrada na União Europeia, em 2004. Nas visitas realizadas nas décadas seguintes, observou a modernização das cidades, a melhoria da infraestrutura, o avanço tecnológico, a integração entre universidades e setor produtivo e o fortalecimento do ambiente de negócios. Para ele, a evolução ajuda a explicar os porque o crescimento econômico e equidade social caminham juntos. “O dado que mais me chamou a atenção foi o índice de Gini, porque desenvolvimento não pode ser medido apenas pelo tamanho do PIB. É preciso olhar também para a forma como essa riqueza é distribuída e para o impacto que ela produz na qualidade de vida das pessoas”.

Ao estabelecer um paralelo com o Paraná, onde atua à frente do movimento Pró-Paraná, Domakoski destacou características comuns, como a herança da imigração, a valorização do trabalho e da educação, a força do agronegócio e a diversificação industrial. Na sua avaliação, a experiência polonesa mostra que recursos e competências, isoladamente, não garantem desenvolvimento: é preciso planejamento, instituições sólidas, segurança jurídica, continuidade e uma visão de futuro compartilhada. “O grande aprendizado da Polônia é que não basta ter potencial. É necessário construir um projeto de longo prazo, fortalecer as instituições e criar as condições para que governo, empresas e sociedade caminhem na mesma direção. É essa visão que também inspira o Pró-Paraná”.

Novas alianças

Mais do que ampliar a troca de produtos, Brasil e Polônia podem construir uma relação baseada em conhecimento, inovação e cooperação. Essa foi a reflexão apresentada pelo professor Antoninho Caron, ao destacar que o comércio bilateral, hoje em torno de US$ 2,6 bilhões, ainda tem espaço para avançar. Para ele, o desafio é transformar as relações comerciais em parcerias capazes de gerar valor para o setor produtivo. “Nós precisamos ir além da simples troca de produtos. Precisamos trocar ideias, cooperar, transferir tecnologia e construir parcerias que agreguem valor, porque é dessa complementaridade que nasce uma economia mais forte e competitiva”.

Caron também resgatou a longa trajetória de aproximação entre os dois países, marcada por relações diplomáticas, imigração e intercâmbio acadêmico. Nesse contexto, destacou a importância de aproximar universidades e empresas, ampliando iniciativas já existentes entre instituições como UFPR e PUC. Com mais de cinco décadas de atuação entre o meio empresarial e acadêmico, defendeu que conhecimento e inovação precisam chegar ao mercado. “A universidade e a empresa não podem caminhar separadas. É na extensão, na pesquisa aplicada e na cooperação com o setor produtivo que o conhecimento se transforma em produtos, em tecnologia, em utilidade econômica e em competitividade internacional”.

Ao olhar para o futuro, o vice-presidente da ACP ressaltou que o Brasil reúne recursos, capacidade intelectual e competência empresarial para retomar um ritmo mais acelerado de desenvolvimento. A experiência polonesa, segundo ele, pode contribuir para esse processo por meio de acordos de integração, transferência tecnológica, qualificação profissional e abertura de novos mercados. “O Brasil tem potencial para crescer muito mais. Precisamos transformar nossos problemas em oportunidades, estabelecer novas alianças com a Polônia e combinar as forças dos dois países para que nossas empresas possam acessar novos mercados. O desenvolvimento passa por produtividade, tecnologia, capacitação e, principalmente, por colocar o cidadão no centro dessa transformação”.

Fotos: Higor Tchaika

Notícias

Galeria de Imagens

Confira a nossa galeria exclusiva de eventos e datas importantes para a ACP.

VER ACERVO
  • Institucional
  • História
  • Diretoria
  • Conselhos
  • Documentos
  • Notícias
  • Galeria de Imagens
  • Revista do Comércio
  • PRODUTOS E SERVIÇOS
  • Análise de Crédito
  • Negativação e Cobrança
  • Inteligência de Mercado
  • Hub da XV
  • Valida ID
  • Arbitac
  • Locação de Espaços
  • Benefícios
  • Agile MEI
  • Unimed Curitiba
  • Emissor de Nota Fiscal
  • Redução na Conta de Luz
  • Faculdade do Comércio
  • Certificado Digital

ASSOCIE-SE

SOLICITAÇÃO DE CANCELAMENTO

TRABALHE CONOSCO

CONTATO

ÁREA DO COLABORADOR

DEMANDAS JUDICIAIS

Rua XV de Novembro, 621
Curitiba
CEP: 80020-310

(41) 3320-2929

© Copyright Associação Comercial do Paraná - Todos os direitos reservados

76.583.004/0001-01

Utilizamos cookies, em conjunto com nossos parceiros, para aprimorar sua navegação em nosso site. Isso inclui analisar a audiência e o desempenho, exibir publicidade e conteúdo personalizados (inclusive com base na sua localização), e facilitar sua interação com nossas redes sociais.
Você tem total controle sobre suas preferências! Acesse a seção "gerenciar os cookies" em nosso site para personalizar suas escolhas a qualquer momento.
Para informações detalhadas sobre como seus dados são utilizados, consulte nosso Aviso de Privacidade